O grupo Comunidata, fundado em 2015 e coordenado pela Professora Dra. Pollyana Ferrari, reúne pesquisadores multidisciplinares e interdisciplinares que investigam os impactos da tecnologia em áreas como o jornalismo, a educação, a fotografia, o cinema, o design e as mídias digitais.

Nosso campo de pesquisa parte da tecnologia, de sua influência e da comunicação que estabelece com a sociedade e, por este motivo, nossos pesquisadores são estimulados a lançarem seus olhares para as mudanças comportamentais aceleradas e desencadeadas pela sociedade da informação e seus fluxos incessantes e a aprofundarem seus estudos aos inúmeros meandros e situações que circundam os ambientes e o ser humano a partir da tecnologia e dos impactos que causa em nosso dia a dia.

Em apenas quatro anos de história, o Comunidata já publicou dois livros, dezenas de artigos, promoveu eventos e participou de diversos congressos, sendo reconhecido e certificado em 2018 pelo CNPQ.

O grupo, na época, se impôs como missão a materialização de novas correntes de aprendizagem por meio de projetos que beneficiassem estudantes de ensino fundamental e médio da rede pública, também identificados como Geração Z. Foi desenvolvido então um aplicativo – o app #kdnoel -, que teve como proposta de Ambiente Virtual de Ensino-Aprendizagem (AVEA) e permitia aos estudantes um contato com suas raízes através de um conteúdo voltado para o contexto histórico e sociocultural da sua região. O planejamento dos objetos de aprendizagem era pautado por tecnologias como realidade virtual, mapas interativos, vídeos e redes sociais, e na adoção de conceitos como sala de aula invertida, ensino híbrido, gamificação e aprendizagem móvel. Ações educativas do projeto também promoviam o convívio permanente entre os estudantes por meio de shows, exposições itinerantes, intervenções urbanas e jogos. O projeto, além de um intenso trabalho junto a uma comunidade específica, resultou ainda em artigos científicos para o Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação (2015), para a Revista Eletrônica de Iniciação Científica Tecnológica e Artística(2016) e para o Simpósio de Hipertexto e Tecnologias de Educação (2015). O amadurecimento do grupo, por conta do trabalho de seus pesquisadores, naturalmente, tornou a missão do Comunidata mais abrangente. Mantivemos o foco na tecnologia, porém, por conta das experiências obtidas a partir do #kdnoel, verificamos o crescimento de sua influência nas pessoas, na sua interação com outras pessoas, telas, sociedade, e em todos os setores da economia e da sociopolítica. Em 2016, lançamos nosso primeiro livro – Comunicação digital na era da participação -, em formato de e-book Com prefácio da professora Dra. Lúcia Santaella, nossa obra foi composta por artigos que traziam discussões que abordavam desde a hipermídia ganhando corpo social, o jornalismo em base de dados, a curadoria de conteúdo e o futuro das marcas, passando pela transformação da linguagem de vídeo para o Youtube, a leitura de telas, até o choque de gerações, o empreendedorismo digital e os financiamentos coletivos.  

 

Capa do Livro

 

No mesmo ano, tivemos ainda encontros com o objetivo de traçarmos diretrizes para a elaboração dos capítulos e do livro em si, além de estudarmos conjuntamente os temas contemplados. A obra compilou os principais resultados das pesquisas realizadas pelos integrantes do grupo e contou com distribuição gratuita em universidades.

Ao longo do ano de 2017, as ações do Comunidata ganharam ainda mais força e creditamos isso a um processo contínuo de amadurecimento do grupo, devido tanto à chegada de novos integrantes como o aprofundamento dos temas pesquisados. Durante o primeiro semestre, dentro da disciplina Estudos de Caso e Laboratório de Design Tecnológico em Ambientes Inteligentes, ministrada pela Professora Dra. Pollyana Ferrari, foi formado um grupo na rede WhatsApp para a troca de textos e informações.

Com a adesão de novos membros e atuação constante, consideramos interessante a transferência e formalização das reuniões virtuais na rede social Facebook, onde criamos um grupo restrito aos membros.

Estimulamos nesse ambiente a discussão e profusão de conhecimento e pesquisa e criamos interação entre os membros e suas respectivas linhas de pesquisa adotadas.

Igualmente priorizamos o ambiente presencial. Formalizamos uma agenda consistente de encontros presenciais pautados por discussões de temas de impacto social, sempre, porém, correlatos às pesquisas desenvolvidas internamente. Estes encontros foram ora destinados exclusivamente aos integrantes do grupo ora abertos a convidados. Vale destacarmos 2 nesse ano:

Em setembro 2017, com o lançamento do iPhone, com desbloqueio por biometria facial, e do filme Blade Runner 2049, tivemos um encontro do grupo com dois convidados de mercado bastante especializados nos temas autenticação por biometria – Wagner Coppede / NEC do Brasil – e segurança digital – dr. Leandro Bissoli / Peck Advogados.

 

Encontro sobre Biometria

 

Maitê Schneider (atriz e ativista trans), João Bevilacqua (líder regional de diversidade no LinkedIn) e Alberto Silva (Coordenador da Casa Florescer) estiveram na PUC-SP para falar sobre tecnologia e gênero.

 

 

No ano de 2018, em abril tivemos um debate sobre os riscos das fake news no teatro Eva Herz, dentro da livraria Cultura, com a presença dos pesquisadores Lucia Santaella (PUC-SP) e Eugênio Bucci (ECA/USP) e dos jornalistas Leandro Beguoci, diretor editorial da Nova Escola, e Bárbara Libório, da agência de checagem Aos Fatos. O evento, que lotou o teatro, reuniu 500 pessoas, além da presença de alunos da PUC-SP, Mackenzie, Cásper Líbero e USP. Após debate houve o lançamento do livro “Como sair das bolhas”, da pesquisadora Pollyana Ferrari.

 

 

Entre as iniciativas de 2018, destacamos a participação no 41º congresso Brasileiro de Ciência da Comunicação, que aconteceu de 2 a 8 de Setembro na cidade de Joinville, Santa Catarina. O evento é um dos mais importantes do calendário da área de comunicação no Brasil e reuniu cerca de 3,5 mil pessoas, entre alunos de graduação, pos-graduação e profissionais da área. Anselmo Penha participou do GP de Comunicação e Esporte apresentando o artigo “Moeda Social e Emoção nas Páginas de Ferroviária e Mirassol no Facebook como Estratégia de Engajamento no Campeonato Brasileiro de Futebol – Série D 2018”. Já o GP de Conteúdos Digitais e Convergência Tecnológicas recebeu as pesquisadoras Tamara Demuner com o artigo “Do impresso ao digital e do digital ao impresso: a história da Revista Bravo!” e Missila Cardozo com o artigo “Tecnologia como processo de transformação cultural da sociedade: Produção de Conteúdo Gamer”.  

 

 

Em novembro, o Comunidata participou do XI – SIMPÓSIO NACIONAL DA ABCIBER, na Universidade Federal de Juiz de Fora. Considerado o maior evento científico brasileiro de Cibercultura, o Simpósio Nacional da ABCiber, em sua décima edição, propôs a temática Fluxos Emergentes e Conexões Expandidas no Ecossistema Digital. Pollyana Ferrari participou da mesa de conferência “Distopias nas redes: fakenews, vigilância e algorítimos”, falando da sua pesquisa de pós-doutorado sobre fakenews e sobre o seu último livro, publicado no primeiro semestre de 2018, “Como sair das bolhas”.

 

Pollyana Ferrari em composição de mesa no ABCIBER

 

Margareth Boarini e Mariana Leonhardt Hallage apresentaram o artigo “Volatilidade imagética, geolocalização e usuário conectado: sobre a conjunção entre instagram stories, big data e inteligência artificial” no GP Algoritmo, Big Data e Blockchain. Pollyana Ferrari e Missila Loures Cardozo, o artigo “Produção de conteúdo gamer para o youtube brasileiro” no GP Games, Gamificação, Entretenimento e Cognição. No GP Educação Aberta, Educação Online e Aprendizagem no Ecossistema Digital, Luciana Livia Gonçalves apresentou o artigo “A narrativa institucional sobre a passagem de uma escola tradicional para uma escola inovadora”. Alberto Rodrigues Freitas Filho falou sobre “Nova escola contra as fake news: a checagem de fatos especializada em educação” no GP Distopias, Conectividade e Fakenews. “O que os torcedores curtem: as interações geradas em páginas no Facebook de times de times do Campeonato Brasileiro – Série D 2018” foi o tema do artigo apresentado por Anselmo Penha Feitosa no GP Fluxos emergentes, linguagens expandidas no ecossistema digital. Tamara Demuner encerrou a participação do grupo no Congresso com a apresentação do artigo “Cultura efêmera: como o Instagram Stories se impôs como mídia” no GP Arte, Cultura e Tecnologia.

 

 

O Comunidata inicia o ano de 2019 com o convite para participar da organização do 3º Encontro Redes Digitais e Culturas Ativistas, em parceria com os grupos “Extremidades” e “Redes Digitais e Culturas Ativistas”. O evento terá como temática “A crise do humanismo e as consequências para a democracia” e acontecerá na PUC-Campinas nos dias 29 e 30 de maio.